A ausência era presente,
quem esqueceu da gente?
Fora o jardim que cresceu com demasiada pressa?
ou nos perdemos entre tanta promessa?
Meu corpo ainda se contorce,
à espera do teu.
Minha mente ainda necessita
do pouco que um dia tu me deu.
O som que invade a sala,
deriva de tuas mãos e não cala.
O café, como sempre, amargo
tomado em noites tão sozinha, que largo.
Meu amor, agora póstumo
sem canções, apenas me autoconsumo.
Venha cá, venha me dá um prumo.
Venha cá, venha mostrar-me um rumo.
Tu fostes, sei que não há solução.
Tu fostes, mas a culpa foi minha não.
Quisera ser um quiproquó.
Quisera ainda está no enlace do teu paletó.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Quando finda a paciência.
[...]
Podes encontrar o que bem quiseres.
Mas se quiseres, meu bem,
também podes me encontrar.
Me convide para um café,
vamos relembrar!
Quem sabe, por ventura…
você goste de ficar?!
Fobia a noites solitárias.
A escuridão sempre dominou as noites,
mas vez ou outra certa luz-não-fluorescente emanava.
O frio estava sempre presente,
mas vez ou outra de cobertor não precisava.
Deito-me, remexo-me, fecho-me.
Os olhos e o peito.
Foi-se o amor, foi-se o trejeito.
Foi-se tudo, até o ordinário sujeito.
Escuro e cada vez mais
o corpo frio a soar
Zé, cabou-se a paz
é hora de os olhos abrir e sufocar.
Na precisa precisão de certa mão buscar
na danada decepção de nada encontrar.
Um vazio! Heis tudo que me há.
Cadê o ordinário? Cadê meu ar?
mas vez ou outra certa luz-não-fluorescente emanava.
O frio estava sempre presente,
mas vez ou outra de cobertor não precisava.
Deito-me, remexo-me, fecho-me.
Os olhos e o peito.
Foi-se o amor, foi-se o trejeito.
Foi-se tudo, até o ordinário sujeito.
Escuro e cada vez mais
o corpo frio a soar
Zé, cabou-se a paz
é hora de os olhos abrir e sufocar.
Na precisa precisão de certa mão buscar
na danada decepção de nada encontrar.
Um vazio! Heis tudo que me há.
Cadê o ordinário? Cadê meu ar?
Mesmo assim dormimos.
As flores, antes belas
agora estão despetaladas.
Os homens que “amavam elas”
abandonaram-as peladas.
Os pequenos aquecidos em um útero materno
em esquinas frias choram,
crescem para serem subalternos
e nas ruas, desde sempre, moram.
Mesmo assim dormimos.
O café esfriou,
a vida desandou,
o amor acabou
e as dez ninguém voltou.
Onde está a paz?
É você ou ele que trás?
Enganar-se jamais,
o caos sempre aqui e no cais.
Mesmo assim dormimos.
Mesmos assim esperamos,
mesmo assim, os braços cruzamos
mesmo assim, só por nós choramos…
Mesmo assim amamos?
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