domingo, 10 de junho de 2012

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Repleto de Vazio.


Perdeu os movimentos
nunca mais pulsou
nunca mais dançou.
Recuperou o foco
felicidade desde então;
nunca mais saiu do ritmo.

Sem remetente, sem sentimento,


Seu sacrifício
É mais fácil [e mais meu] do que parece.
Os sonhos de verão
Devem dançar na aurora da primavera.
E tu, terás de envolver-se nos braços
De bela fera.
Os ventos que vem do leste devem passar
As folhas secas de árvores velhas
Devem encontrar ao chão.
Teu martírio há de passar ao encontrar
Algo caído, murcho, desfeito…
Tu [eu, nós] hás de buscar uma forma singela
Para dissimular e, ao mesmo tempo,
Acalentar vosso desespero.
E eu [assim na solidão] devo acalmar
O que de mais aflito tenho.
Feche os olhos, querido.
Sinta essa doce brisa acetinada
Que tenta tocar-te a alma.
Permita-se, ao menos uma vez.
E veja, sem medo, angústia ou temor:
Seu sacrifício sou eu.

Divina Luxúria.


Sempre hão haver dois, três, quatro ou mil motivos para não mais voltar a cometer antigos “erros”. Erros tais que só são errados aos olhos alheios e à minha própria consciência. Consciência esta que se resume a nada, quando resolve entrar numa disputa com os danados sentimentos. Mas lembre-se: sentimentos nem sempre tem algo haver com amor, ódio ou plenitude. Há o desejo, que faz tudo se confundir. Talvez seja amor, talvez seja reparo… mas e se for apenas desejo? Ah! E render-se ao quiproquó da luxúria; satisfazer ao corpo, enquanto a alma estás jogada ao relento. E se ousasse cuidar da alma, ao invés do corpo? E se decidisse usar outro sentimento? E se decidisse desistir do que inevitavelmente findará como angústia (se já não a é)? E se largasse dessa mania boba de criar hipótese para tudo? Questionamentos finitos para sentimentos infindos. Pessoas medíocres para danças majestosas. Coitados equívocos desejando que abraços sejam contratos. Arrebatador e latente descobrir quanta beleza a simplicidade pode refugiar. Triste e insano descobrir que paredes, convertidas em relicários, trancafiam pecados.

sábado, 26 de maio de 2012

Bailar com Asas de Ilusão.


Luzir, moço.
Com olhos singelos
E peito não mais frígido.
Frigidez, agora apenas aconchego.

Na quietude de todas as noites
Tão mornas
Tão solitárias
Tão noites, afinal!
Você me vem quiçá sinal.

Permitir captar as ondas sonoras
De tamanho desprazer tão prazeroso
Falas alheias apaziguadas
Na sanidade de timbre tão novo.

Olhando para passos invisíveis
Pois os mais valiosos não usam de visibilidade.
E é assim, moço…
Nessa dança cega e insana que permito envolver-me
Nessas ruas quentes com histórias frias
Que ouço o texto tão teu emoldurado em voz alheia.

Todavia, sempre a lembrar:
A lei é sorrir,
Pois a qualquer hora
Pode-se encontrar outro par
E então saberás que é hora.
É hora de recomeçar a dançar.

Prepotente Inconformidade


Qualquer
‘‘Anywhere’’
Numa esquina qualquer
Onde não mais me quer

Num lugar estreito com alguém
Porque não mais me tem?
Imerso num quiproquó tamanho
Rendo-me a braços de estranhos.

Sim, minha porta continua aqui
Talvez não aberta
Mas batas, sabes que eu hei de sair
Afinal, o que mais fazer quando a saudade aperta?

Aperta
Qualquer coisa aperta
Agora a falta. Da falta, por ventura.
Agora alguém sem o fardo de nome tão comum
Me aperta.
Trágico! Porque mesmo não despertas?

Moço, a vida vai além…
Além dos talentos
Dos desalentos
Dos martírios
Das alegrias…

A vida vai,
Mais vida vem.
Mas para irmos além,
Quando você vem?