quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Pernas que entram no ritmo da vida.
Pernicioso e incolor
tira pra dançar com fervor
aceita transbordando louvor
adverte: "logo me vou".
Se vais, mas ficou
mera contradança!
Marcha fúnebre tocou
enfeitar também cansa.
Colorir, florir
olhos frios a luzir
pernas nuas a cruzar
destila-se o olhar.
Tempo de dançar
equivoca-se um amar
evoca-se um tentar
mas sabes, precisa declinar.
tira pra dançar com fervor
aceita transbordando louvor
adverte: "logo me vou".
Se vais, mas ficou
mera contradança!
Marcha fúnebre tocou
enfeitar também cansa.
Colorir, florir
olhos frios a luzir
pernas nuas a cruzar
destila-se o olhar.
Tempo de dançar
equivoca-se um amar
evoca-se um tentar
mas sabes, precisa declinar.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
As flores de plástico não vivem.
Padecer, eis o fardo
passou do tempo, mas não tardo.
Como vai? O que fazes?
Destilar saudades para fazer as pazes.
Eis o melhor jogador
que não joga com dados, e sim, com dor.
Me esforço, insisto
outrora és tão bom, que desisto.
Ouvir dizer que aposta alto
caso queira, desço do salto
mas deixe-me o ar
nesta festa, ainda há muito o que dançar.
Feito moça, feito palhaço
feito menina, que foi feita mulher
feito quem quer se perder nesse laço
feito quem finge que nada quer.
passou do tempo, mas não tardo.
Como vai? O que fazes?
Destilar saudades para fazer as pazes.
Eis o melhor jogador
que não joga com dados, e sim, com dor.
Me esforço, insisto
outrora és tão bom, que desisto.
Ouvir dizer que aposta alto
caso queira, desço do salto
mas deixe-me o ar
nesta festa, ainda há muito o que dançar.
Feito moça, feito palhaço
feito menina, que foi feita mulher
feito quem quer se perder nesse laço
feito quem finge que nada quer.
Parede de Hospício.
És branca, remete à falta
de cores ou de pintores.
És fria, tal como, alta
alicerçada em dores.
Aja lástima
ajam ouvidos
ajam palavras caladas
que não passam de zumbidos.
de cores ou de pintores.
És fria, tal como, alta
alicerçada em dores.
Aja lástima
ajam ouvidos
ajam palavras caladas
que não passam de zumbidos.
Pode agradecer
Meu bem, te agradeço
pela porta fechada,
por mentir com apreço,
pela vida flechada.
Falo de toda a atuação,
falo de toda a agonia
no meio-fio da aflição
quando tu me vias e sorria.
E te agradeço mais uma vez
pelas histórias mal camufladas,
pelo bem que tu me fez
crendo que amor, eram estrelas contadas.
Agradeço-te também
por ter ido com o vento,
mal nenhum aqui retém
apenas minh'alma ao relento.
pela porta fechada,
por mentir com apreço,
pela vida flechada.
Falo de toda a atuação,
falo de toda a agonia
no meio-fio da aflição
quando tu me vias e sorria.
E te agradeço mais uma vez
pelas histórias mal camufladas,
pelo bem que tu me fez
crendo que amor, eram estrelas contadas.
Agradeço-te também
por ter ido com o vento,
mal nenhum aqui retém
apenas minh'alma ao relento.
Dispondo de permissão.
Me dou “bom-dia!”, um cafuné
me faço um café…
Me visito, pergunto como estou
minto pra mim, nada mudou.
Me dou um bolo
sem nenhum sabor.
Pairo cega
num mundo incolor.
Preciso explodir meu big-bang
pois um novo começo é urgente,
quisera ser de certo
mas tudo é muito vigente.
E eu, vi gente demais
que evaporaram sem mais.
Não sei se é desespero ou falta de ar,
mas preciso me visitar.
me faço um café…
Me visito, pergunto como estou
minto pra mim, nada mudou.
Me dou um bolo
sem nenhum sabor.
Pairo cega
num mundo incolor.
Preciso explodir meu big-bang
pois um novo começo é urgente,
quisera ser de certo
mas tudo é muito vigente.
E eu, vi gente demais
que evaporaram sem mais.
Não sei se é desespero ou falta de ar,
mas preciso me visitar.
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